A contagem regressiva para a grande final da Copa Libertadores 2026 já movimenta os bastidores do futebol sul-americano. Com o Palmeiras garantindo sua vaga após superar o Fluminense e o Estudiantes eliminando o Flamengo, o palco está montado para um duelo histórico no Estádio Centenário, em Montevidéu, no dia 28 de novembro. No entanto, além da rivalidade entre Brasil e Argentina, um capítulo pessoal chama a atenção: o reencontro entre o volante palmeirense Marlon Freitas e o atacante argentino Joaquín Correa.
Um conflito que marcou época
A animosidade entre os dois atletas não é recente e remonta a episódios ocorridos durante a passagem de ambos pelo futebol brasileiro. Em um confronto anterior, após uma disputa de bola mais ríspida, Marlon Freitas, que exercia a função de capitão, foi tirar satisfações com o argentino. A resposta de Correa foi ácida e direta, rotulando o brasileiro como o pior líder que ele já havia encontrado em sua trajetória profissional. Esse episódio, que na época gerou repercussão nos bastidores, expôs fissuras internas que já vinham sendo notadas por observadores do cotidiano dos clubes.
Contexto de uma rivalidade histórica
O embate entre Palmeiras e Estudiantes carrega um peso histórico significativo. As equipes não se enfrentavam em uma final continental desde 1968, quando os argentinos levaram a melhor em uma série de três partidas. Agora, quase seis décadas depois, o cenário é de revanche para o clube paulista, que busca seu quarto título na competição. Para Marlon Freitas, que chegou ao Verdão em 2026 vindo do Botafogo, a partida representa a chance de consolidar seu nome na história do clube, superando qualquer polêmica do passado.
"O futebol é feito de momentos e decisões, mas o respeito profissional deve sempre prevalecer, independentemente das rusgas que ficam pelo caminho", comentou um analista sobre o clima para a final.
Preparação para o título
O Palmeiras chega à decisão com a confiança em alta após uma campanha marcada por resiliência, especialmente nas disputas de pênaltis. O elenco comandado por Abel Ferreira sabe que o Estudiantes, um time tradicional e copeiro, não facilitará a busca pelo tetracampeonato. Enquanto a torcida aguarda ansiosamente pela venda de ingressos, os jogadores focam na estratégia para neutralizar os pontos fortes dos argentinos. O reencontro com Correa, caso o atacante esteja em campo, será apenas um detalhe em uma noite que promete ser memorável para o futebol continental.
O clima de expectativa é total. Com o peso de 58 anos de história desde o último confronto decisivo entre os dois clubes, a final em Montevidéu promete ser um teste de nervos e técnica, onde o foco principal será, sem dúvida, a taça da Libertadores.




